junho 29, 2014

Amália no Mundo - Sinais de uma vida nos sulcos do vinil

Perdi a conta aos anos que passaram desde o nascimento deste blog.
Foi em 1999 - ano da morte de Amália Rodrigues - que comecei a minha colecção de discos de vinil, mas nunca pensei que ia chegar tão longe com este sonho agora tornado realidade, de fazer uma homenagem a tão grande figura do Fado de Portugal.

Finalmente, foi através da Tradisom, que confiou em mim para dar asas a este projecto, que nasceu em mim a intenção de procurar todas as músicas que foram editadas em vida por Amália. A sua obra musical e discográfica acabou por surpreender-me, e atingiu uma dimensão extraordinária, tornando-se na principal razão desta obra.

Fica aqui, como testemunho, o agradecimento a todas as pessoas que fizeram com que estas ideias se tenham finalmente concretizado num livro, que traz consigo muitos anos de trabalho, muitas histórias bonitas de pessoas que como eu, viram as suas vidas transformadas, por se terem cruzado na vida com essa enorme figura musical e humana que foi Amália Rodrigues.

novembro 29, 2012

Teatro Sistina 1972


Mais uma vez vamos partilhar com os nossos leitores uma jóia rara entre as muitas ofertas digitais que se encontram na Internet. O facto da publicação nos dias de hoje de documentos como este confirma, mais uma vez que o talento da Amália continua a crescer e a corporizar o Mito desta grande mulher. Transcrevo no idioma original para não perder os pormenores do texto:

Continuano le uscite della serie “I Lunedì del Sistina”: è il turno di un live di due grandi interpreti della musica tradizionale europea. Maria Carta è una
delle poche autentiche interpreti del canto tradizionale sardo, Amalia Rodrigues invece ha portato il fado, canto popolare portoghese, sui più prestigiosi
palcoscenici internazionali: tra questi l’Olympia di Parigi, o il Lincoln Center, di New York. Insieme si sono esibite in un indimenticabile live per la serie “I Lunedì del Sistina”, riproposti fedelmente per una serie dall’innegabile valore storico.

“I Lunedì del Sistina” è un progetto che ripropone una serie di indimenticabili concerti tenutisi al Teatro Sistina di Roma tra il 1969 e il 1979. Questa serie di concerti, inaugurata da Miles Davis, vede esibirsi alcuni tra gli artisti più famosi di allora (e di oggi) tra cui Umberto Bindi, Sergio Endrigo, Bruno Lauzi, Gino Paoli, Massimo Ranieri, Baden Powell, Toquinho, Amalia Rodrigues, Charles Aznavour e tanti altri...
per una serie dall’innegabile valore storico.Continuano le uscite della serie “I Lunedì del Sistina”: è il turno di un live di due grandi interpreti della musica tradizionale europea. Maria Carta è una delle poche autentiche interpreti del canto tradizionale sardo, Amalia Rodrigues invece ha portato il fado, canto popolare portoghese, sui più prestigiosi palcoscenici internazionali: tra questi l’ Olympia di Parigi, o il Lincoln Center, di New York. Insieme si sono esibite in un indimenticabile live per la serie “I Lunedì del Sistina”, riproposti fedelmente per una serie dall’innegabile valore storico.

Podem comprar estas fantásticas gravações no link:

dezembro 09, 2010

Reedição do disco "Com Que Voz"


O Disco "Com Que Voz" de 1970 é sem dúvidas a obra-prima da Amália. Representa, também, o disco com mais edições no mundo inteiro: Portugal, França, Itália, Alemanha, Brasil, Japão, Estados Unidos ou Turquia, são alguns dos países onde tiveram varias edições ao longo destes 40 anos, mas posso provar que o disco percorreu o planeta, alem dos vários prémios que recebeu, é uma daquelas obras mais perfeitas do mundo do disco até hoje. Transcrevo a noticia do jornal e recomendo adquirir este fantástico trabalho da Iplay- Valentim de Carvalho.

'Com Que Voz' agora acompanhado por um 'booklet' de 88 páginas e um CD bónus.

Nos dias 7 e 8 de Janeiro de 1969, Amália Rodrigues gravou nos estúdios da Valentim de Carvalho, em Paço d'Arcos, o álbum Com Que Voz, considerado a obra-prima da fadista e um dos mais importantes discos da história da música portuguesa. No entanto, na altura foi preciso esperar mais de um ano para que este álbum chegasse às lojas, o que só aconteceu em Março de 1970. Quarenta anos depois, Com Que Voz é hoje reeditado e vem não só desvendar este mistério mas também revelar 15 gravações inéditas.

O processo de pesquisa e descoberta para a concretização desta reedição foi como entrar numa história de detectives para o editor discográfico David Ferreira e para o cantor lírico Frederico Santiago, ambos responsáveis pela coordenação desta edição. O mistério do que aconteceu nos 14 meses que separam a gravação de Com Que Voz e o seu lançamento foi resolvido quase por acaso. "Quando fui falar com a senhora da parte gráfica da Valentim de Carvalho, ia à procura de saber quem tinha feito a capa do disco, que ainda hoje não se sabe quem foi, apesar da possibilidade de ser alguém chamado Artur Henriques", conta-nos David Ferreira. "No entanto, mal lhe falo do Com Que Voz diz--me logo que se tinha atrasado imenso porque o meu tio (o editor Rui Valentim de Carvalho) gostava tanto do disco que queria que a capa saísse com batente de baixo relevo, e por isso andaram de tipografia em tipografia até desistir", acrescenta.

Até chegarem a esta conclusão várias hipóteses foram colocadas: "Ainda se pensou que a doença da irmã de Amália tinha contribuído para o atraso, mas este problema só levou ao cancelamento de alguns espectáculos durante umas semanas. Além disso, na altura as editoras foram alvo de uma investigação porque foram acusadas de terem um cartel de preços, mas achei que não fazia muito sentido adiar o disco por isto", lembra.

Esta é apenas uma das muitas histórias que são agora reveladas nesta ambiciosa reedição, que contém um booklet de 88 páginas que contou com as colaborações de nomes como Sara Pereira (directora do Museu do Fado), Margarida Mercês de Mello, Fontes Rocha ou Joel Pina.

Esta reedição revela ainda 15 gravações inéditas e várias raridades. "O Frederico acabou por descobrir versões de quatro guitarras que se pensava que estavam perdidas, mas faziam parte do arquivo da Valentim de Carvalho que não estava catalogado", refere.

A busca por estas novidades foi feita entre Frederico Santiago, Hugo Ribeiro (engenheiro de som que trabalhou regularmente com Amália) e Helena Bernardes (responsável pelos arquivos da Valentim de Carvalho). "O Hugo nunca se lembrou de dizer que havia por lá umas fitas que não se podia ouvir porque eram de uma máquina que tinha sido descontinuada. Então o Frederico começou a pesquisar e soube que nos estúdios Tcha Tcha Tcha ainda havia uma máquina para se ouvir aquilo. Quando foi lá descobriu uma série de coisas que nem sabíamos que existiam", revela David Ferreira.

Com Que Voz é também o primeiro álbum de Amália só com fados compostos por Alain Oulman, já que os discos anteriores, Busto e Fado Português, incluíam outros compositores. A presença de Oulman é fundamental, tal como a do engenheiro de som Hugo Ribeiro, que colabora nesta reedição com algumas histórias de estúdio: "Contou-me que tinha de enganar a Amália. Ele colocava dois microfones e ela perguntava-lhe 'para qual é que eu canto?'. Ele dizia--lhe para o primeiro, mas o segundo, mais afastado dela, é que estava ligado, porque ela tinha um vozeirão que distorcia tudo e para não saturar o som tinha de lhe mentir", recorda David Ferreira.

No entanto, ainda há muito por descobrir no catálogo de Amália: "Há várias raridades dispersas em discos de 45 rotações e gravações inéditas que podem ser editadas num só conjunto, enquanto outras pertencem claramente a uma família. Eu e o Frederico estamos a pensar em fazer um trabalho com as coisas do Fado Português, que representa um momento na carreira da Amália, por isso é um forte candidato a ser reeditado”.

Fonte: Diário de Noticias.

novembro 15, 2010

Amália e Silva Nogueira


Entre as décadas de 1920 e 1950, Silva Nogueira e Manuel Alves San Payo lideraram o retrato fotográfico como meio de construção da imagem pública e divulgação pessoal de todos os que dela dependiam para o seu reconhecimento profissional. Enquanto San Payo foi preferido pela alta sociedade, pelos políticos e pelos intelectuais, Silva Nogueira reinou no mundo do espectáculo. Proprietário da Fotografia Brasil, com esse nome comercial participa, como profissional, na “Exposição Nacional de Photographia”, em Novembro de 1916, com treze imagens. Todos os seus trabalhos são classificados em “primeira classe”. Em Março de 1929, figura como Silva Nogueira na lista dos expositores da “Exposição-Concurso de Fotografias”, promovida pela revista mensal “Arte Fotográfica”, com um bromoleo em papel Wellington e dois brometos, ganhando a primeira classificação na secção de “Scenas da vida de trabalho.

Em 1942, data da primeira sessão (que chegou aos nossos dias) de retratos fotográficos com Amália, Silva Nogueira é já um fotógrafo de grande prestígio e experiência, no auge da sua vida profissional. Chegaram até nós alguns cadernos em que registava o nome dos seus clientes na letra correspondente, acrescido do número de registo das caixas de negativos. A leitura destes livros de registo permite quase um inventario das personalidades da música, teatro, cinema e espectáculos da sociedade portuguesa da época. Ali figuram todos os grandes nomes, incluindo o de Ercília Costa, a grande cantadeira do fado até ao despontar de Amália. Curiosamente, nem Amália Rebordão nem Amália Rodrigues se encontram neste rol.

As primeiras imagens caracterizam-se pela inexperiência do modelo, olhar perdido num céu imaginário, vestuário vulgar de blusa branca, saia normal e xaile tradicional, tão comum nas lisboetas e nas cantadeiras de fado, a quem servia de apoio para ocupar as mãos. A iluminação é a que se usava para retratos femininos, com a luz principal (frontal) muito suavizada, recorte dos cabelos e fundos claros. No grande plano, procura-se transmitir uma certa alegria e sugere-se, através da boca entreaberta, a cantora. Como são distantes da que se viria a tornar em breve a imagem característica, verdadeiro ícone do fado, de Amália Rodrigues. É na imagem de corpo inteiro que podemos identificar o que era então a representação comum de uma cantadeira de fado.

Na segunda sessão, em 1944, já encontramos Amália de vestido e xaile preto. Em 1946 (terceira sessão), apesar do lenço branco na cabeça ou no pescoço, talvez necessário à personagem da opereta “Mouraria”, encontramos de novo o mesmo traje negro. A personalidade e a melancolia acentuam-se nas imagens de 1949, de que destacamos uma pose já muito elaborada, a 45 graus de costas, com a cara voltada em diagonal e o olhar baixo, a sombra deliberadamente projectada na cortina de fundo. Mas é na sexta sessão, em 1950, que os seus retratos atingem a plenitude e maturidade de uma imagem de marca, que se vai tornar uma referência obrigatória para todas as fadistas, ícone do fado e de Portugal através do mundo.

Amália Rodrigues, de xaile e vestido comprido pretos, com os seus “fatos de cantar”, tornou-se tão familiar, durante mais de meio século, que nos fez acreditar que as fadistas se vestiram sempre assim, por uma tradição mais antiga cuja origem nem questionamos. Mas terá sido realmente Amália a criar esta imagem? Os puristas, como Linhares Barbosa, já reclamavam a partir dos anos 30 a substituição do “manton” andaluz de cores variadas, então em voga, e que, pelo seu alto preço, constituía uma demonstração de sucesso, pelo xaile negro, bem mais português, como se lê no jornal “Guitarra de Portugal”. Esta publicação também refere o apoio que a ideia suscitou em diversas fadistas. Aliás, em 1942, Amália já figura de xaile negro. O que nos parece indiscutível é que o seu “fato de cantar” constituiu uma novidade nos anos 40 e a opção pelo negro foi por ela própria justificada, por ser uma cor que fica sempre bem, tal como o branco, mas o branco, na sua opinião, não convinha ao Fado.

Neste período de doze anos, coberto pelos retratos fotográficos de Silva Nogueira, assistimos à evolução do modelo tímido para a vedeta mundial, cheia de personalidade e de segurança em si própria, capaz de cortar o cabelo e chocar os seus admiradores, capaz de olhar de frente a câmara e de nos desafiar, enfrentando-nos com as mãos nas ancas, pronta a inovar em diversos sentidos, mas que até ao fim, para cantar, nunca dispensou o seu traje negro, imagem de marca da sua presença. Também Silva Nogueira, seu fotógrafo preferido durante estes anos, foi aprendendo e revelando as possibilidades da fotogenia deslumbrante de Amália, e o seu contributo foi essencial para a construção e fixação pública da imagem da artista.

Fonte: MatrizPix

outubro 29, 2010

Mais uma surpresa no INA.


Das mais agradáveis que tal vez tenha encontrado até hoje... O site do “Institut national de l'audiovisuel” www.ina.fr conserva uns quantos arquivos interessantes da Amália que ja apresentei neste blog. Grande foi a supresa de encontrar este novo video sob o titulo: MON PAYS LE VOICI : AMALIA RODRIGUES PRÉSENTE LE PORTUGAL, uma produção da “Office national de radiodiffusion télévision française” do realizador Nicolas Ribowski, datado no mes de junho de 1974. Uma data muito complicada na história de Portugal que Ela sofreu especialmente, chama a atenção nas cenas das ruas de Lisboa ou Évora a popularidade da Amália encheu os espaços todos de gente do povo que acompanha a sua Grande Artista no documentário para apresentar Portugal na França desde o ponto de vista da propia fadista. É raro encontrar material audiovisual desta época, tão intimista e pessoal, com primeiros planos muito naturais, quase sem maquilhagem.


Até hoje tinha uma ideia diferente de como correram as coisas da Amália na altura do 25 de Abril, sem importat estes acontecimentos, tal vez as filmagems foran anteriores a esta data, mas sem importar se fora antes ou depois vê-se claramente que a popularidade que Amália atingía nesta altura era mesmo extraordinária.


O video encontrasse "sans DRM" (digital rights management) à venda no site da INA por apenas 3 euros, recomendo comprar este documentário que pode-se tirar directamente aos seus computadores com muita boa qualidade.


A seguir algumas imagens que quero partilhar com os leitores, e espero receber muitos comentários ao respeto delas… David Mourão Ferreira, Maluda, Amélia Rey Colaço, Eusébio até a ceramista Rosa Ramalho entre outras importantes figuras acompanham a Amália neste "tour cultural" mostrando alguns paralelos com ela própria. Uma obra fantástica para transportar-nos no tempo e viver de perto um momento maravilhoso da vida da Amália, apaixonada e com aquela sensualidade magnética que ela tinha.


outubro 06, 2010

11º, Esta vez con palabras...


No podía dejar pasar otro aniversario de su partida sin dejar, al menos, algunas palabras. Sobre todo y considerando que las últimas fueron hace 365 días!

De las muchas noches que he pasado recordando a Amália mientras oía sus discos, me acordé de una en especial. Debo recordar a los Amigos del blog que soy un mal poeta, pero encontré en esta forma de literatura la estructura justa para algunos de mis más profundos sentimientos, esos que si no fuera por la excusa poética no aflorarían normalmente.

Motivado por un libro de sonetos de Camões que encontré en la biblioteca de mis padres y con el ritmo de esta antigua composición poética en la cabeza, comencé esta mística conexión de letras con corazón. Y así salieron estos versos que se transformaron en los primeros de una larga lista que guardo en mi pc.

Les dejo un fuerte abrazo en este día tan especial.


¡La muerte te llevó en aquel día!

De gritos y silencios nos llenabas

con penas se llenaron estas almas

tristezas que por ellas moriría


No cantes desde el cielo Amália mía

que lágrimas de nubes necesitas

Para cubrir el llanto de estas filas;

A fadistas corazones serviría.


Y con tristes guitarras nos llevaste

mil sueños que quedaron para siempre

las ansias que por ti eran de verte


En noches tan oscuras te cantaré

que al silencio absurdo de no verte

Con un grito cincelado lloraré.


outubro 06, 2009

junho 07, 2009

Amália Secreta – Reedições entre 1953 e 1958.



No décimo ano da sua partida e no âmbito da Coleção “Arquivos do Fado”, as editoras Tradisom e Farol (Warner Music Portugal) apresenta um novo CD de Amália.

Com o nome de “Amália Secreta” este novo cd recopilatório pretende revelar algumas raras cantigas perdidas no tempo assim como versões raras de Fados editadas em discos de vinil.

Músicas com versos em português do poeta David Mourão-Ferreira de filmes de sucesso da época, cantigas espanholas e rancheras mexicanas dum single da Ducretet-Thompson de 1958, acompanham ao CD com Fados e canções dum desconhecido LP editado na França e no Brasil sem edição em Portugal ,com algumas versões nunca editadas em formato digital, como um maravilhoso “Foi Deus” que se transforma quase numa oração. Finalmente, encontramos nesta selecção três cantigas acompanhadas pela orquestra de Fernando de Carvalho e que foram extraídas dum disco muito especial, que recolhia algumas cantigas dos EP da mesma editora francesa.

Como Produtor do disco e Autor deste blog, quero recomendar este travalho que foi feito com muito carinho e admiração por Amália e fica desta maneira a minha pessoal homenagem a esta Portuguesa que espalhou o Fado no mundo inteiro mudando algumas vidas, como a minha, para sempre.

Ramiro Guiñazú

FICHA TÉCNICA:

COORDENAÇÃO EXECUTIVA

José Moças, João Afonso e Ramiro Guiñazú

ENGENHEIRO DE SOM

José Navia/Audiorestauracion

TEXTOS

Ramiro Guiñazú

TRADUÇÃO

Literal Azul

CONCEPÇÃO GRÁFICA

Ana Cláudia Araújo

PRODUÇÃO

Tradisom Produções Culturais

EDIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO

Farol Música, Lda

Alinhamento:

1. Neblina - Moulin Rouge

LISBOA, Abril 1953

2. Quando A Noite Vem - Limelight (Candilejas)

LISBOA, 1952

3. Vieste Depois

LISBOA, 1952

4. Ai Lisboa

PARIS, 1956

5. Confesso

PARIS, 1956

6. Cuidado Coração

PARIS, 1956

7. Eu Queria Cantar-Te Um Fado

PARIS, 1956

8. Fado Não Sei Quem És

PARIS, 1956

9. Maldição

PARIS, 1956

10. Marcha Da Mouraria

PARIS, 1956

11. Maria Da Cruz

PARIS, 1956

12. Vamos Os Dois Para A Farra

PARIS, 1956

13. Foi Deus

PARIS, 1956

14. Don Triquitraque

PARIS, 1956

15. Grítenme Piedras Del Campo

PARIS, 1958

16. Mi Rita Bonita

PARIS, 1958

17. Tu Recuerdo Y Yo

PARIS, 1958

18. Cantei O Fado

PARIS, 1958

19. Disse Adeus à Casinha

PARIS, 1958

20. Três Ruas

PARIS, 1958



fevereiro 08, 2009

Amália No INA France


Amalia No Mundo quer partilhar com seus leitores um documento maravilhoso que se encontra nos arquivos do “Institut national de l'audiovisuel” da França em cujo site www.ina.fr podem comprar, por apenas uns poucos euros. Tratasse dum excerto do programa “Cinq colonnes à la une” de 1967, onde Amália apressenta o Fado e Lisboa desde a sua própia casa.

Entre os momentos mais bonitos da entrevista podemos ver a Amália, a falar em francês ensaiando na sala da casa da rua de São Bento, depois canta com um grupo de pescadores de Nazaré e um maravilhoso final, cantando em dueto improvisado numa tasca de Lisboa com o Grande Alfredo Duarte “O Marceneiro”

Estas são algumas imagens para não perder.







novembro 19, 2008

Ay, Mourir Pour Toi

Em 1957, na cume do sucesso da Amália na França e inspirado no “Ai, Mouraria” Charles Aznavour compõe uma cantiga especialmente para ela, o “Aïe Mourir Pour Toi”. Segundo o próprio Aznavour, ofereceu esta cantiga para Amália, por que só ela podería interpretar com a força dramatica que esta triste cantiga com ares de fado precisava.

Foi então que em 1958 se editou o EP “amália chante en français” cujo titulo em portugal é “amália canta em francês”, e assim que esta cantiga passou ao repertório da Amália, quase por obrigação, ja que quando ela pisava o palco do Olympia, era o própio Bruno Coquatrix desde os bastidores a dizer: Amália!... Aïe mourir pour toi... s´il vous plaît!

Na altura em que Amália triunfava neste grande palco Parisienne, Dalida começava a sua carreira, e se apressenta no Olympia em 1957 junto com Aznavour e Becáud. Segundo a Dalida, a mirabolante artista de origem Egípcia com ascendência Italiana, foi graças a Amália que ela chegou ao Olympia e entre outras cantigas do seu repertorio como “Barco Negro” de 1955, cantava o “aïe mourir por toi”.

Eis aqui um video onde podemos ver o grande talento destes três artistas cada qual a sua maneira interpreta este “fado parisienne”.


outubro 30, 2008

Lydia Scotty e Uma Casa Portuguesa

Esta artista Argentina esquecida no tempo, nasceu em Buenos Aires e começou sua carreira como vedeta de revista. Em pouco tempo conseguiu conquistar ao publico Americano e Europeio atingindo um grande sucesso em Madrid, Lisboa, Paris ou Montecarlo.

Em 1958 a Companhia espanhola de discos “Montilla” editou um Long-play de 10 polegadas, acompanhada pela prestigiosa Orquestra do Compositor Espanhol Augusto Algueró, que se chamou “Lidia Scotty- Canciones Internacionales” com seu nome errado na capa, aparecem entre outras cantigas, “Uma Casa Portuguesa” que Amália dera a conhecer no mundo inteiro através dos seus discos. O primeiro, em 78 rotações em 1953, mais uma versão no primeiro LP dos EEUU “Fado and Flamenco” em 1954, foram re-editado em discos de diversos países. Existe mais uma gravação dos anos 70 num LP francês que nunca foi editado em Portugal.

Esta cantiga identificou a Amália no mundo inteiro, graças a inocência desta melodia que ela misturava entre fados e folclore, esteve sempre presente nos espetáculos ou discos ao vivo.


Finalmente, um video homenagem a grande Vedeta Argentina que além de ter gravado “Casa Portuguesa” ou “Canção do Mar” atingiu com grande sensibilidade estes sucessos da Amália, confirmando a importância internacional que a “Rainha do Fado” tinha ja nos anos 50.




outubro 20, 2008

Amália e as novas artistas do fado.

Não existe dúvida alguma que Amália Rodrigues abriu novos caminhos no mundo inteiro para os artistas portugueses e ainda hoje graças a sua genialidade a música portuguesa tem um cantinho no basto universo musical. Amália continua a ser uma fonte de inspiração para as novas cantadeiras, a influência da Amália no Fado é tão grande que é quase imposível imagina-lo sem a imagem que ja temos na nossa memoria que Amália construiu através de mais de 50 anos de carreira. A maneira de cantar, os fatos de cena, até suas joias configuram hoje em dia o estereótipo duma Fadista.

Vejam a seguir este video, que tem a intenção de mostrar como até os gestos mais simples da sua “complexa simplicidade” são atingidos, de alguma maneira, pelos novos artistas.

Agradecimentos:
Bruno de Almeida- Arco Films.
Tiago- Canal de maxview444.
Reportágem CRTVG Companía de Radio Televisión de Galicia.


outubro 07, 2008

Sangue Toureiro. Faz 50 anos restaurado em DVD


















Cinquenta anos após a estreia no Cinema Condes, no dia 7 de Março de 1958, com distribuição de Exclusivos Triunfo, saiu agora em DVD, em cópia restaurada, Sangue Toureiro, "o primeiro filme português colorido", como se lia no cartaz original, em que cada letra da palavra "colorido" tinha uma cor diferente.

Sangue Toureiro investiu na inovação da cor, e principalmente em Amália e Diamantino Viseu, ambos no pico da popularidade, ela no fado e ele nos touros, para chamar os espectadores às salas.

Para os papéis secundários, o produtor Manuel Queiroz e o realizador Augusto Fraga, que aqui se estreava na ficção após ter feito uma série de documentários, foram buscar nomes consagrados como Erico Braga e Josefina Silva; e novos talentos, como Carmen Mendes, Paulo Renato, Fernanda Borsatti e Raul Solnado.

Diamantino Viseu interpreta Eduardo de Vinhais, o filho de um rico lavrador ecriador de touros do Ribatejo, e antigo cavaleiro tauromáquico. Eduardo não quer administrar as propriedades da família, nem casar-se com Isabel (Carmen Mendes), sua namorada de infância e vizinha. Conhece então Maria de Graça (Amália), uma fadista de Lisboa com a qual passa a viver, e torna-se matador de touros. Depois de algumas peripécias, a respeitabilidade acaba por triunfar sobre a vida boémia e o apelo do redondel.

Frederico Valério compôs propositadamente seis fados para Amália cantar em Sangue Toureiro, nesta primeira longa-metragem de ficção a cores: É Pecado; Sangue Toureiro; Amor Sou Tua; Samba! Samba!; Um Só Amor e Que Deus Me Perdoe.

Mesmo os versos destas cantigas não foram do total agrado da Amália, alguma delas ficaram por muitos anos no seu repertório. É uma boa oportunidade para ver uma peça que ja é parte da história do cinema português.

Fonte: DN-online

9 Anos sem Amália

outubro 06, 2007

8 Anos de Saudade.

Vamos recordar a Amália neste oitavo ano da sua partida com uma homenagem feita por um artista muito especial. Tratasse de Jef Aérosol, um artista francês que pertence a geração “Street Art” dos anos 80. Sua obra se encontra nas ruas de cidades como Paris, Lille, Chicago, London ou Veneza e agora também em Lisboa aparece esta imagem da Amália demostrando mais uma vez a crescente transformação da sua imagem num ícone internacional.


Lisboa- Lille



setembro 30, 2007

Amália em Paris 1967.

Após de se apressentar no Festival Mundial da Música Ligeira em Cannes, Amália parte a Paris no mês de maio para o “Olympia” nas “Olympiades Du Music-Hall” e fazer parte da Grand Gala du Music-Hall Portugais. Dez anos depois do grande sucesso neste palco, Paris ja era parte da cotidianeidade da vida profissional da artista.
No mesmo ano em que fora editado um dos seus melhores discos “Amália 67” ou “Maldição” Amália ja era uma Artista Internacional, em Hollywood com o Kostelanetz ou Bruno Coquatrix em Paris, Amália Rodrigues era dos nomes que brilhavan nos catazes dos principais teatros do mundo.
Nessa altura aparece publicada na revista “Plateia” uma reportagem de Magê: “Descobri Amália” onde ela relata aquele encontro na “Cidade Luz”:
- Tive de ir a Paris a descobrir Amália. Esta a conclusão que cheguei depois de quasse vinte anos de vida jornalística acompanhando a espantosa carreira da Rainha do Fado sem nunca ter escrito sobre ela uma linha sequer! Tentei-o por duas vezes, ja la vão quinze anos, mas como ela nao compareceu às entrevistas marcadas, desistí. Nunca mais a procurei ou falei com ela... Julgava-a uma mulher fria, demasiado autoritária, enfim, uma “vedeta” com os seus caprichos, como é uso e costume quando se atinge a craveira de Amália.
Devo confessar que mudei totalmente de ideias ao encontrá-la nos bastidores no final do espetáculo do “Olympia”, em que ela defendeu brilhantemente a participação de Portugal nas Olimpiadas Musicais que o Bruno Coquatrix deu início na sua famosa sala.
Ela dava autógrafos a toda gente, desde polícias até a estudantes do liceu, e eu aproveitei a oportunidade para solicitar uma entrevista, contando ou com uma negativa, ou com em enconro que nao chegaría a consumar-se.
Pois, Milagre! Amália prometeu e compriu. Quando cheguei ao seu hotel, ainda ela estava deitada, e com razão, por que, após o espectáculo fora comer chucruta até ás quatro da manhã...
Não obstante, pôs-se rápidamente de pé, e arranjou-se num instante.
A minha primeira impressão ao vê-la sem pintura e logo a manhã, foi de uma mulher jovem, fresca, atraente. Os cabelos cortados, como últimamente passou a usar, dão-lhe um ar gaiato e muito gracioso. A sua pele tem uma cor bronzeada, e o seu corpo mantém uma elegância apreciável (com 1 metro e 58 centímetros de altura, o seu peso não vai alem dos 55 quilos)
Amália não conhece o emprego de cintas e tem a sorte de comer à vontade sem medo de engordar...
Falando em Paris com um entusiasmo de adolescente, disse-me: - Adoro Paris e tudo quanto vejo por toda parte. Gostaría de comprar tantas coisas ,que tal ves por isso, nunca compro nada...
É paradoxal, mas se Amália o afirma, é assim mesmo... Ela fala com uma simplicidade total, uma naturalidade que me surpreende numa mulher tão habituada, e ao longo de mais de vinte e cinco anos, à palavra êxito em numerosas línguas.
Numa pausa do meu encontro com Amália, perguntei a seu marido, que assistiu a toda entrevista, se gostava das mulheres francesas... Resposta pronta: - Olho para todas... Voltei-me Amália e indaguei: - Que pensa desta reacção do seu Marido? – Acredite, Magê, não tenho ciúmes... E, pelo meu lado, não olho para nenhum francês...
Francamente Amália é uma excepção em tudo!...

Na fotografía:
Em Paris nunca se sabe o que o céu vai trazer... Trouxe dois guarda-chuvas, um para o día e o outro para a noite...

agosto 24, 2007

Uma conversa com Amália.

Em 1985, numa tarde de Novembro, Vitor Soares, Produtor de média, subiu ao salão do 1º andar do nº 193 da Rua de São Bento para registar o testemunho de Amália Rodrigues. Passavam, então, os seus 45 anos de carreira e o objectivo era a realização de um programa sobre a música de Amália que viria a ser emitido pela rádio alemã “WDR 4”


Este extraordinário registro, é um retrato sinceiro de Amália Rodrigues, numa daquelas conversas onde ela abría seu coração. É para não perder nenhum detalhe da sua simplicidade e aquele “véu de tristeza” que Amália extendía nas suas conversas, posivelmente a procura de uma espécie de compaixão dos seus ouvintes na sua eterna necessidade de carinho na solidão da sua “estranha forma de vida”


Fonte: Vitor Soares - http://www.infoinclusoes.blogspot.com/


agosto 22, 2007

Amália a bordo do “Afonso de Albuquerque”em Dakar.

Com a passagem por Cabo Verde, o “Afonso de Albuquerque” tinha terminado a sua longa visita a todas as províncias ultramarinas iniciada em Dezembro de 1951. Já de regresso a casa, foi ordenado ao navio para estar presente em Dakar a fim de representar Portugal na cerimónia da entronização da imagem da Nossa Senhora de Fátima.

Depois de ter salvado a terra com 21 tiros, o navio foi atracar ao cais do Arsenal da Marinha Francesa. Após a apresentação de cumprimentos às entidades oficiais e uma vez recebida a habitual retribuição, nesse mesmo dia, à noite, realizou-se na Catedral de Dakar uma procissão das velas, estando presentes o Comandante, Oficiais e guarnição do “Afonso de Albuquerque”, com a qual se deu início às cerimónias entronização da imagem de Nossa Senhora de Fátima. O andor era ladeado por duas alas de marinheiros portugueses, que se prolongavam ao longo de toda a procissão.

Na manhã do dia 13 realizou-se na mesma Catedral, a missa solene pontifical celebrada pelo Bispo de Bissau, D. José de Magalhães que agradeceu ao Cônsul de Portugal ter tornado possível tão elevada manifestação de Fé, e ao Comandante Galeão Roma a presença da Marinha de Guerra portuguesa nestas celebrações.

Fazia parte do programa das cerimónias, um grandioso baile de gala no Lido, com a actuação da nossa grande Amália Rodrigues, sempre agradável de ouvir, vinda expressamente de Lisboa.

A alegria e a animação irradiavam dos rostos de todos os presentes. No entanto, havia algo que era assunto de todas as conversas a que horas chegava a Amália? Ela viria mesmo?

Reinava no ambiente um misto de impaciência e de dúvida. Mas por volta das 2 horas, eis que a Amália, acompanhada pelos seus guitarristas privativos, entra deslumbrante no enorme salão. De pé batendo palmas, todos saudavam Amália. De uma simplicidade e simpatia notáveis, Amália conquistou a assistência e começou então a cantar desde logo de forma inconfundível como só ela sabia, debaixo de enormes ovações não só dos portugueses, mas de todo o público presente.

Após ter terminado a sua actuação, Amália reuniu-se à oficialidade compatriota, a todos atendia, com todos falava e o tempo ia passando em tão agradável companhia, pois Amália tinha o condão de transportar consigo um pouco da Pátria querida, que os portugueses tanto sentem quanto mais dela estão afastados.

Mas para sabermos o que efectivamente se passou a partir daqui, conversámos com os Comandantes, na altura Segundo-Tenente Jorge Wagner (JW) e Guardas-Marinhas Perneco Bicho (PB) e Vasconcelos Castelo (VC), que nos contaram como é que a Amália foi a bordo do “Afonso de Albuquerque” cantar em privado para a guarnição do navio.

RA: Depois da actuação no Lido, como é que a Amália Rodrigues foi convidada para ir a bordo do “Afonso de Albuquerque”?

A RA enrevista os oficiais que ouviram Amália cantar em Dakar.

JW: Bem, ela não foi propriamente convidada. A questão é esta, tenho muita pena de Amália ter morrido, mas nunca cheguei a dizer publicamente o que efectivamente me tinha sensibilizado na Amália.

Não era só a fadista, mas a verdadeira Senhora que ela era. Hoje, quando se fala do povo e falar com o povo, ela sabia-o fazer como ninguém e de facto a Amália teve um gesto extraordinário para com a Marinha, mostrando que compreendia aqueles que não tinham podido assistir ao espectáculo dela no Lido oferecendo-se assim para ir cantar a bordo do navio.

De facto, e realçando este aspecto, a Amália depois de ter chegado ao Lido às 2 horas da manhã e ter cantado até às 5 horas com imenso sucesso, ofereceu-se espontaneamente para ir cantar ao navio e perguntou ao Comandante Galeão Roma “O Sr. Comandante gostaria que eu fosse cantar para a sua guarnição?” isto por outras palavras, queria dizer que ela gostava da Marinha, mas gostava sobretudo das pessoas, fossem elas quais fossem, estando disposta a sacrificar-se para lhes dar prazer e o direito de a ouvirem cantar. Foi uma nobreza notável por parte da Amália.

Perante isto, o Comandante que era uma pessoa de uma educação extraordinária, respondeu-lhe “Eu não me atreveria a fazer-lhe um pedido desses, mas já que faz esse oferecimento, aceito-o com todo o coração”, agradeceu e seguiram para bordo.

A Amália chegou ao navio perto das 5 horas da manhã, acompanhada pelos seus guitarristas.

Quando o pessoal do navio começou a passar palavra de que a Amália Rodrigues estava a bordo e ia cantar para eles, era ver como os seus rostos se modificaram e iluminaram de alegria. A alvorada foi antecipada de 2 horas. Todos corriam para a Câmara de Oficiais.

E quando a Amália apareceu diante de tantos olhos, alguns deles esbugalhados perante aquela aparição que consideravam um sonho, todos se acomodavam o melhor que podiam para não perder o mais pequeno pormenor do que iria suceder. Amália cantou então, e a todos os presentes sensibilizava e comovia.

PB: Amália cantou incansavelmente, num convívio extraordinário, onde estava também presente pessoal do N.E. brasileiro “Almirante Saldanha”, que se encontrava em viagem de instrução de Guarda-Marinhas e estava atracado junto ao nosso navio.

Ninguém sentia a mínima vontade que aquilo terminasse.

Não havia espaço para bater palmas, mas as lágrimas que aqueles corações vertiam eram o melhor aplauso à actuação de Amália, mudo e silencioso, embora muito mais significativo.

Era quase dia quando Amália terminou de cantar. O toque à faina nesse momento a todos veio trazer à realidade. O navio ia sair para Lisboa.

JW: Por ser muito cedo, caía humidade, pelo que, o Comandante foi buscar a sua gabardine para gentilmente cedê-la a Amália e com a pressa, o Comandante nem se lembrou de tirar os galões. A Amália sai e fica no cais a despedir-se de nós numa imagem inesquecível.

VC: Lembro-me perfeitamente do branco do seu vestido até aos pés e a gabardine do Comandante com os galões dourados, o que fazia um contraste extraordinário.

Os Oficiais e Guardas-Marinhas ocuparam os seus postos com os seus uniformes de gala, o pessoal tal qual como se havia reunido na câmara.

Largaram-se as espias, o navio começou a afastar-se e Amália, em terra, a todos sorria e acenava.

O navio começou a afastar-se cada vez mais e lá ao longe ainda se avistava o aceno de Amália, a quem de bordo retribuiam muitos panamás e bonés brancos de uma guarnição eternamente grata.

Obrigado Amália!



Alexandra de Brito

Referência: “Memórias de um Guarda-Marinha”, Cte. Ferreira Setas, Anais do Clube Militar Naval (nº 10 a 12/1963).