
Bem Hajas, Amália...

No décimo ano da sua partida e no âmbito da Coleção “Arquivos do Fado”, as editoras Tradisom e Farol (Warner Music Portugal) apresenta um novo CD de Amália.
Com o nome de “Amália Secreta” este novo cd recopilatório pretende revelar algumas raras cantigas perdidas no tempo assim como versões raras de Fados editadas em discos de vinil.
Músicas com versos em português do poeta David Mourão-Ferreira de filmes de sucesso da época, cantigas espanholas e rancheras mexicanas dum single da Ducretet-Thompson de 1958, acompanham ao CD com Fados e canções dum desconhecido LP editado na França e no Brasil sem edição em Portugal ,com algumas versões nunca editadas em formato digital, como um maravilhoso “Foi Deus” que se transforma quase numa oração. Finalmente, encontramos nesta selecção três cantigas acompanhadas pela orquestra de Fernando de Carvalho e que foram extraídas dum disco muito especial, que recolhia algumas cantigas dos EP da mesma editora francesa.
Como Produtor do disco e Autor deste blog, quero recomendar este travalho que foi feito com muito carinho e admiração por Amália e fica desta maneira a minha pessoal homenagem a esta Portuguesa que espalhou o Fado no mundo inteiro mudando algumas vidas, como a minha, para sempre.
Ramiro Guiñazú
FICHA TÉCNICA:
COORDENAÇÃO EXECUTIVA
José Moças, João Afonso e Ramiro Guiñazú
ENGENHEIRO DE SOM
José Navia/Audiorestauracion
TEXTOS
Ramiro Guiñazú
TRADUÇÃO
Literal Azul
CONCEPÇÃO GRÁFICA
Ana Cláudia Araújo
PRODUÇÃO
Tradisom Produções Culturais
EDIÇÃO E DISTRIBUIÇÃO
Farol Música, Lda
Alinhamento:
1. Neblina - Moulin Rouge
LISBOA, Abril 1953
2. Quando A Noite Vem - Limelight (Candilejas)
LISBOA, 1952
3. Vieste Depois
LISBOA, 1952
4. Ai Lisboa
PARIS, 1956
5. Confesso
PARIS, 1956
6. Cuidado Coração
PARIS, 1956
7. Eu Queria Cantar-Te Um Fado
PARIS, 1956
8. Fado Não Sei Quem És
PARIS, 1956
9. Maldição
PARIS, 1956
10. Marcha Da Mouraria
PARIS, 1956
11. Maria Da Cruz
PARIS, 1956
12. Vamos Os Dois Para A Farra
PARIS, 1956
13. Foi Deus
PARIS, 1956
14. Don Triquitraque
PARIS, 1956
15. Grítenme Piedras Del Campo
PARIS, 1958
PARIS, 1958
17. Tu Recuerdo Y Yo
PARIS, 1958
18. Cantei O Fado
PARIS, 1958
19. Disse Adeus à Casinha
PARIS, 1958
20. Três Ruas

Amalia No Mundo quer partilhar com seus leitores um documento maravilhoso que se encontra nos arquivos do “Institut national de l'audiovisuel” da França em cujo site www.ina.fr podem comprar, por apenas uns poucos euros. Tratasse dum excerto do programa “Cinq colonnes à la une” de 1967, onde Amália apressenta o Fado e Lisboa desde a sua própia casa.
Entre os momentos mais bonitos da entrevista podemos ver a Amália, a falar em francês ensaiando na sala da casa da rua de São Bento, depois canta com um grupo de pescadores de Nazaré e um maravilhoso final, cantando em dueto improvisado numa tasca de Lisboa com o Grande Alfredo Duarte “O Marceneiro”
Estas são algumas imagens para não perder.


Em 1957, na cume do sucesso da Amália na França e inspirado no “Ai, Mouraria” Charles Aznavour compõe uma cantiga especialmente para ela, o “Aïe Mourir Pour Toi”. Segundo o próprio Aznavour, ofereceu esta cantiga para Amália, por que só ela podería interpretar com a força dramatica que esta triste cantiga com ares de fado precisava.
Foi então que em 1958 se editou o EP “amália chante en français” cujo titulo em portugal é “amália canta em francês”, e assim que esta cantiga passou ao repertório da Amália, quase por obrigação, ja que quando ela pisava o palco do Olympia, era o própio Bruno Coquatrix desde os bastidores a dizer: Amália!... Aïe mourir pour toi... s´il vous plaît!
Na altura
Eis aqui um video onde podemos ver o grande talento destes três artistas cada qual a sua maneira interpreta este “fado parisienne”.
Esta artista Argentina esquecida no tempo, nasceu Em
Esta cantiga identificou a Amália no mundo inteiro, graças a inocência
desta melodia que ela misturava entre fados e folclore, esteve sempre presente nos espetáculos ou discos ao vivo.
Finalmente, um video homenagem a grande Vedeta Argentina que além de ter gravado “Casa Portuguesa” ou “Canção do Mar” atingiu com grande sensibilidade estes sucessos da Amália, confirmando a importância internacional que a “Rainha do Fado” tinha ja nos anos 50.
Vejam a seguir este video, que tem a intenção de mostrar como até os gestos mais simples da sua “complexa simplicidade” são atingidos, de alguma maneira, pelos novos artistas.
Agradecimentos:
Bruno de Almeida- Arco Films.
Tiago- Canal de maxview444.
Reportágem CRTVG Companía de Radio Televisión de Galicia.

Cinquenta anos após a estreia no Cinema Condes, no dia 7 de Março de 1958, com distribuição de Exclusivos Triunfo, saiu agora em DVD, em cópia restaurada, Sangue Toureiro, "o primeiro filme português colorido", como se lia no cartaz original, em que cada letra da palavra "colorido" tinha uma cor diferente.
Sangue Toureiro investiu na inovação da cor, e principalmente em Amália e Diamantino Viseu, ambos no pico da popularidade, ela no fado e ele nos touros, para chamar os espectadores às salas.
Para os papéis secundários, o produtor Manuel Queiroz e o realizador Augusto Fraga, que aqui se estreava na ficção após ter feito uma série de documentários, foram buscar nomes consagrados como Erico Braga e Josefina Silva; e novos talentos, como Carmen Mendes, Paulo Renato, Fernanda Borsatti e Raul Solnado.
Diamantino Viseu interpreta Eduardo de Vinhais, o filho de um rico lavrador ecriador de touros do Ribatejo, e antigo cavaleiro tauromáquico. Eduardo não quer administrar as propriedades da família, nem casar-se com Isabel (Carmen Mendes), sua namorada de infância e vizinha. Conhece então Maria de Graça (Amália), uma fadista de Lisboa com a qual passa a viver, e torna-se matador de touros. Depois de algumas peripécias, a respeitabilidade acaba por triunfar sobre a vida boémia e o apelo do redondel.
Frederico Valério compôs propositadamente seis fados para Amália cantar
Mesmo os versos destas cantigas não foram do total agrado da Amália, alguma delas ficaram por muitos anos no seu repertório. É uma boa oportunidade para ver uma peça que ja é parte da história do cinema português.
Fonte: DN-online